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Pesquisa de laboratório alemão
Doping: nova técnica para detectar trocas de urina
2006-03-10 Por AP
Kay Nietfeld/EPA
Os atletas poderão ter mais privacidade durante os controlos
Um laboratório de Colónia, na Alemanha, desenvolveu um sistema para apanhar os atletas que troquem ou manipulem as amostras de urina durante controlos antidoping. Nesta técnica é colocada um marcador químico num líquido, que é dado ao atleta para este beber antes do teste. Saber-se-á que houve manipulação se essa marca não for encontrada nas análises das amostras
“O nosso sistema de marcação é o primeiro do género. Estamos a revelar esta descoberta com base em provas absolutas. Estamos certos do que dizemos após dez anos de pesquisa e da análise de mais de 40 mil amostras”, vincou o professor Ruprecht Keller, director do laboratório Staedtischen Koelner Kliniken.
Este sistema de marcação foi testado durante cinco anos em centros de tratamento de toxicodependentes e durante os últimos dozes meses em prisões alemãs. De acordo com o laboratório, o ministério da Defesa germânico e a companhia de comboios lideram a lista de interessados neste método, o que demonstra que a técnica pode também ser usada por empresas ou agências estatais que realizam testes anti-droga aos seus funcionários.
As autoridades antidoping alemãs consideraram bastante promissora esta descoberta, pois poderá impedir que os atletas agúem a urina e permitir que os desportistas ganhem privacidade durante os controlos. “A manipulação pode ser prevenida. A grande vantagem é que as pessoas deixarão de ser sentir envergonhadas” enquanto estão a ser observadas a urinar, afi rmou Hans Geyer, director adjunto do la boratório do Centro de Pesquisa sobre Droga, de Colónia, um dos dois organismos responsáveis pelas análises antidopagem no desporto alemão.
A agência antidoping germânica afi rmou que são necessárias “mais avaliações” antes de se poder aplicar este sistema. “Mas estamos abertos a estudar o processo”, afi rmou Roland Augustin, director de negócios da NADA.
Meia hora depois de tomarem a bebida com a marca, os atletas poderão fazer o teste de dopagem sozinhos. Pouco depois, os marcadores desaparecerão dos seus corpos. O Staedtischen Koelner Kliniken patenteou o processo e formou uma empresa, denominada Ruma, para o vender. De acordo com Keller, a parte mais difícil da investigação foi descobrir os marcadores correctos. “Nós reduzimos as possibilidades de erros e podemos garantir segurança aos ofi ciais antidopagem”, vincou.









